Samuel do PT convoca reunião para discussão sobre a Agroindústria

Agroindústria 1No dia 30 de abril, estiveram reunidas na Câmara Municipal de Apiaí, a pedido do vereador Samuel do PT, várias pessoas da região ligadas à agricultura com o intuito de resolver os problemas relacionados à Agroindústria.

Estiveram presentes o Secretário de Agricultura Emerson Leonardi de Paula, vice-prefeito de Itaoca Frederico Dias Batista, vereador de Apiaí Renato Coelho, vereadores de Ribeira, agricultores de Guapiara, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apiaí Jair Machado, a Presidente da Cooperativa Jura, e demais membros da diretoria da Cooperativa.

Luciano Polazeck, membro da diretoria da COOPAV, explicou que “a Cooperativa era responsável pela administração da Agroindústria, a estrutura e o complexo são da Prefeitura. O contrato realizado foi discutido dentro do Conselho. A licença ambiental era da Secretaria da Agricultura, e lá atrás já era para ter sido organizado pelos agricultores”.

Eduardo de Ribeira afirmou que não é uma coisa simples. “Temos que ter disposição para discutir. Temos que somar esforços para tentar solucionar os problemas. Em Ribeira aconteceu o mesmo, a Associação de Agricultores não conseguiu gerenciar por conta das licenças. Outra coisa, a agroindústria fica no perímetro urbano, e esta afirmação que os equipamentos estão obsoletos, isso depende. É melhor ter um equipamento obsoleto do que não ter nenhum equipamento”.

O vice prefeito de Itaoca, Frederico informou que “estamos correndo atrás na CETESB para a licença de operação, mas temos que lutar, pois não é uma coisa simples. Como cooperado acho um erro devolver a agroindústria para a Prefeitura de Apiaí. A Jura está correndo atrás e conseguiu entregar alguns produtos diretamente para a Prefeitura de Itaoca através do pregão. Tem como solucionar o problema. Basta toda a região se unir”.

O vereador Renato Coelho falou que “acho que Apiaí não está preparada para o funcionamento da Agroindústria. Está lá parada há 10 anos na mão da cooperativa e não funciona. Não temos produção para fazer funcionar a agroindústria”.

Luciano Polazeck afirmou que é necessário achar uma alternativa para a agroindústria funcionar. “Num raio de 35km temos dois climas distintos – inverno e verão, portanto é possível produzir diversos produtos. A agroindústria está preparada para absorver em seu complexo um raio de 100km. A produção não é o problema. O problema é estimular o agricultor para que ele possa tocar a agroindústria”.

Samuel afirmou que a COOPAV terá que tomar providência. “Não tem como derrubar a agroindústria. Temos onde enviar os produtos, por exemplo, a merenda escolar, é necessário que os produtos cheguem pré-prontos. Temos produção aqui na região. Até porque tem como colocar frutas, como goiaba, que tem produção lá embaixo. Queremos que os agricultores da região ganhem dinheiro. Por isso precisamos chamar mais gente de outros municípios para ficarmos mais fortes”.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Jair Machado disse que “a COOPAV tem que decidir se quer ou não quer tocar a agroindústria, até porque ela é regional, e é necessário ter cooperados de outros municípios. Entendo que os agricultores têm que se reunir para fazer funcionar”.

Luciano Polazeck rebateu dizendo que não é culpa da COOPAV.Agroindústria 2

Toninho Sarti falou que em nenhum lugar está escrito que é para demolir a Agroindústria. “É necessário a licença ambiental para o funcionamento. Não pode demolir porque é de interesse público. Temos que encaminhar ofício à CETESB paraverificar o que precisamos para regularizar, tanto na licença ambiental como na vigilância sanitária, por se tratar de alimentos. Já a questão da produção gostaria de saber quem vai financiar, tendo em vista que muitos produtores estão endividados por perdas que tiveram com suas lavouras”.

Nelson Milan Elias falou sobre a necessidade de estudar o processo. “Precisamos discutir juntos. O recurso está ali para ajudar nossos agricultores”.

Eduardo de Ribeira ressaltou sobre a necessidade de uma assistência técnica para ensinar os agricultores de como fazer funcionar a agroindústria.

Ananias Gonçalves Pereira finalizou dizendo que “para a criança aprender andar, ela cai muitos tombos, mas nem por isso ela deixa de andar. Soluções existem, basta que encontremos”.