Bairro Queimadas se organizando sobre a zona de amortecimento

Na segunda feira dia 12, membros da associação de moradores do Bairro Cachimba compareceram na associação do Bairro Queimadas, convidados pela presidente da associação para discutir sobre a zona de amortecimento que está sendo imposta ao município de Apiaí.

Elaine presidente da Associação do Bairro Cachimba, iniciou mostrando recortes de jornais da reuniões que ocorrem no Conselho do PETAR, lembrou que todas as vezes que discordavam da zona de amortecimento que é parte  do plano de manejo, sempre tinha alguém com uma explicação que não convencia da necessidade de ser tão ampla  e por fim foram surpreendidos com o decreto instituindo uma área que será administrada pela Fundação Florestal.

Qualquer atividade vizinha ao parque terá de passar por uma consulta a esse órgão que poderá aprovar ou impedir que ocorra, no caso da agricultura, trará sérios prejuízos aos pequenos produtores da região. O município de Apiaí, perde 32% do seu território, pois, alguém que não foi eleito pela população, a Fundação, irá administrar de acordo com os interesses da preservação, mas, também existe a preocupação que isso no futuro, pode ser uma forma de particulares lucrarem com as riquezas que existem no entorno do parque, como as lâminas de calcário.

Para implantar a zona de amortecimento teria que haver uma audiência pública, porém, não ocorreu, foi via decreto em gabinete sem a opinião de quem vive na área.

Após a fala da Elaine, o presidente da Câmara vereador Jorge Pingas, teceu comunitários diversos sobre a defesa do produtor rural, lembrou que na década de noventa enquanto produtor participou de reuniões e que sabe da forma que utilizam para convencer as pessoas a aceitarem o posicionamento da politica ambiental que exclui o homem. Disse defender que a preservação exista, mas, o morador da região também esteja presente, tocando a sua vida, até por que o pequeno produtor não destrói, haja visto que existe a área que querem pegar para zona de amortecimento, caso o pequeno produtor fosse destruidor não haveria mais.

Na conversa também participaram o vereador Neguinho das Queimadas, afirmou que estará trabalhando para ver como intervir para bem da população, vendo que o município é agrícola e também a importância do meio ambiente.

Os moradores que compareceram se prontificaram a multiplicar a informação com objetivo de forçar uma negociação.  O presidente Jorge Pingas, ressaltou a importância de a preservação acontecer com respeito aos moradores do município, sem interromper a sua produção, pois, isso leva ao êxodo rural e a formação de bairros sem estrutura na cidade. O presidente disponibilizou a estrutura do Poder Legislativo, funcionários, para apoiar as entidades.

Da presidente da Associação Neuza Muzel, ouvimos que a partir das informações estarão se organizando para defender os interesses da comunidade, antes que o prejuízo seja maior.

Da Câmara participaram os advogados.  Antônio Carlos Pedroso, Shirley Sara Nunes, também Joás Sepúlvida   e a imprensa local.