Apiaí perderá área do município com zona de amortecimento

JorgeCom a imposição da zona de amortecimento, o município de Apiaí poderá perder a administração de 32% do seu território, área vizinha do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira- PETAR-  pois, fica sob direção do Parque com a alegação de que isso poderá filtrar os impactos negativos de atividades que ocorrem nas proximidades, principalmente próxima ao local densamente ocupado.

Em nosso caso a área de produção agrícola do município, assim como locais onde existem minérios a serem explorados ficam prejudicados, vão depender de autorização do parque para todas as atividades.

Quem fez a denúncia das consequências e chamou a discussão sobre a zona de amortecimento, foi a Associação de Moradores do bairro Caximba, a moradora Elaine Almeida, presidente da entidade com Jose Luiz e Marlene, convidou os moradores do bairro e o presidente da Câmara vereador Jorge Pingas, para falar sobre o assunto e pedir apoio. Os moradores gostariam também de contar com o apoio do prefeito Luciano, pois, estão se mobilizando para ver se o prefeito encontra uma maneira, como via judicial, para impedir a implantação da zona de amortecimento que os limitará em suas atividades do dia a dia.

Em fevereiro de 2014 estiveram representantes do município no Colégio de Lideres da Assembleia Legislativa reclamando desse processo e pedindo apoio, a resolução sobre o assunto foi publicada em maio deste ano e não houve a audiência pública necessária para aprovação.

Foram feitas inúmeras reuniões mostrando a preocupação da população, na prática quem passa a administrar parte do território do município é a Fundação Florestal cuja liberação para atividades acontecerem pode levar alguns anos.

Jorge Pingas que vem articulando junto às lideranças políticas, sobre esse assunto desde 2010, inclusive contou com o apoio do deputado Edson Giriboni para que fossem feitas as audiências públicas, ao receber a reclamação a levou para o conselho de desenvolvimento rural, comentou: “… há necessidade de uma discussão mais ampla, não houve a audiência pública sobre o assunto, por isso, estamos promovendo o estudo jurídico para poder intervir, temos que abrir uma negociação com o governo, uma compensação como pagamento por serviços ambientais, apoio técnico e financeiro para mudarem a agricultura da convencional para orgânica. lembrando que não somos contra a preservação, mas, ela não pode prejudicar a população e provocar o êxodo rural, vamos estar junto ao conselho de desenvolvimento rural e as associações para lutarmos pela comunidade ser ouvida…”.

Área de Proteção Integralmapa-protecao-integral

Zona de Amortecimento
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